quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O vazio pode ser melhor

Eu sinto raiva por ser tão,... tão normal..., por não ter o brilho que vai encher olhos de alguém, e o iluminar a alma, assim sinto a minha incendiada. Me sinto revoltada com a vida que me colocou na hora errada, em caminhos errados, e me faz apaixonar perdidamente pelas pessoas erradas.
Um triste sentimento de desistência está tomando conta do meu ser, talvez se eu ficar no meu "casulo" quietinha, eu descubra que o vazio é o melhor dos sentimentos, não tem sorriso, mas também não tem lágrimas, não tem carinho, mas também não tem indiferença, não tem amor, mas também não tem amor sozinho.
Hoje eu disse a um amigo, que deveria ser contra a lei do Universo, amar sozinho. Ainda brincamos sobre o fato de ele ser um eterno prisioneiro, e eu cumprindo uma condicional e prestes a voltar para a cela.
Já tentei me convencer que não nasci para esse tal amor, eu deveria seguir meus instintos zodiacais e ir ser executiva de uma multinacional, bem sucedida e sozinha, adepta de sexo casual. Outra saída seria ter vários amantes ao mesmo tempo, assim, não correria riscos e levaria uma vida vazia, (olha o vazio aí novamente). Vazia sim, triste não.
Mas não, tinha que nascer contra meus instintos, acreditando no "maldito" amor, acreditando que tem uma metade minha me procurando por aí, as vezes até acho que estou de frente com ela, descobrindo dias depois que ainda não é, que talvez ele até seja do tamanho ideal, que vai se encaixar, mas que eu sou pequena demais, sobra muito espaço, e não posso assumir o posto de metade dele, porque sou muito menos do que ele procura, sou muito menor do que o "buraco" que ele leva no peito.
Sentimento de impotência, vontade de usar a tecla "delete" novamente. Meu Deus, me dê forças para tentar mais um pouquinho, somente mais um poquinho.

2 Comments:

Alex Rocha said...

Sentindo-me culpado por vc estar assim e me sentirei mais culpado ainda se vc realmente seguir seus instintos zodiacais...

Tiago Valiensi said...

Comentando sem comentar.

Saudações de um monocelha!